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Aplicativos híbridos ou nativos: Qual é melhor pro seu negócio?

por | maio 9, 2018

Tempo de Leitura: aproximadamente 12 minutos

Quando se fala em mercado mobile, não se discute mais se vale ou não investir em aplicativos móveis. Isso já é uma certeza no mercado, não mais para o futuro, e sim para o agora. Mas quando você parte para o momento de tirar a idéia do papel, de desenvolvimento de um app, existem dois tipos principais que podem ser aplicados: aplicativos híbridos ou nativos.

O fato é que investir em um software, no geral, pode ser algo bastante complexo, principalmente para um negócio que está apenas começando e não sabe muito bem as diferenças e impactos que esses dois tipos de desenvolvimento podem causar no produto final.

É normal se ver em um cenário, onde fica claro que existe um dilema para definir qual desses tipos diferentes de aplicativos se encaixam melhor nas suas necessidades.

Então, Quais são as diferenças? Qual o melhor investimento para o meu negócio? Essas são perguntas que todos fazem ao se deparar com os termos (híbridos ou nativos), e são elas que vamos responder para te ajudar a tomar a melhor decisão.

Vamos falar sobre os seguintes tópicos nesse artigo:

  • Quais as diferenças entre aplicativos híbridos e nativos?
  • Como é criado o aplicativo híbrido?
  • Como é criado o aplicativo nativo?
  • Preciso criar o meu app agora! Qual modelo de desenvolvimento eu escolho?

 

Quais as diferenças entre aplicativos híbridos e nativos?

 
No mercado atual de desenvolvimento de softwares (sistemas e apps), existe uma nítida divisão de ideias quando falamos sobre aplicativos híbridos e aplicativos nativos.

Em vários conteúdos espalhados pela internet, vemos alguns defendendo um lado enquanto surgem defensores do outro. Nossa intenção com esse conteúdo não é te deixar perdido, e sim trazer um panorama mais claro sobre essas duas formas diferentes de produzir um app, e fazer isso de forma imparcial.

Basicamente as principais diferenças são quando falamos da tecnologia utilizada e do custo, e ambos os pontos devem ser analisados com pesos diferentes dentro do planejamento atual e propósito do produto, pensando em tomar a decisão mais acertada.

Agora vamos conhecer os conceitos básicos de cada um para entender mais a fundo suas diferenças:
 

Aplicativo híbrido

 
Os aplicativos híbridos são aqueles desenvolvidos para funcionar em várias plataformas. Nesse caso, as plataformas são os sistemas que operam nos smartphones. Os mais conhecidos e utilizados são o Android e o iOS.

Ou seja, você vai criar toda a estrutura de programação (código) do app uma vez e ele pode funcionar em vários dispositivos, sendo reconhecido como a forma mais ágil de desenvolvimento de aplicativos.

Por conta dessa característica, é preciso ter apenas uma equipe que vai preparar toda a linguagem por trás da aplicação. Essa é uma vantagem competitiva e tanto, já que reduz os custos com o desenvolvimento.

Tendo um desenvolvimento mais simples, fica mais rápido ter o aplicativo completo já finalizado. E por esse motivo fica fácil conseguir fornecer atualizações com uma frequência muito maior, enquanto que nos nativos, como veremos a seguir, o tempo tanto de criação como de atualizações é bem maior.

Para tudo funcionar, ele roda dentro de um ambiente web, trabalhando em HTML, CSS e Javascript.
 

A escolha pelos aplicativos híbridos possui mais uma série de vantagens:

 

  • Tempo de desenvolvimento reduzido;
  • Menor complexidade;
  • Menor custo;
  • Facilidade para implementar atualizações;
  • Agilidade para aplicar correções, bugs e melhorias;
  • Tamanho final do arquivo menor;
  • Fast Deploy (maior velocidade para colocar o app a disposição do público).

 

Aplicativo nativo

 
O aplicativo nativo é aquele desenvolvido apenas para uma plataforma específica. Nesse caso, é preciso ter 2 equipes, uma que faça a codificação especifica para Android e outra que faça para o iOS.

Isso ocorre porque no desenvolvimento desses apps, são usadas linguagens de programação nativas, onde cada sistema terá sua linguagem própria, por exemplo, o IOS possui uma linguagem nativa diferente da do Android e vice e versa.

Então o que você precisa entender, é que esses aplicativos só vão funcionar naquela plataforma específica. Ou a programação do aplicativo é voltado para um ou para o outro.

Se você quer ter seu app disponível para ambos, é preciso fazer dois projetos separados. Isso aumenta o tempo e o custo do desenvolvimento!

De contra partida, aplicativos nativos possuem uma performance maior, ou seja são capazes de trabalhar com recurso gráficos pesados, funcionalidades mais complexas, tendo um desempenho melhor que um app híbrido.

Outro ponto, quando se tem uma equipe especializada nesse tipo de desenvolvimento, você pode ser capaz de criar certas personalizações avançadas, que permitem utilizar o hardware dos dispositivos de maneira mais otimizada ou adaptada as exigências do seu projeto.

O ideal é analisar se o seu cliente precisa de uma agilidade muito alta ou de personalizações avançadas, para usar seu aplicativo ou se a velocidade e o que o app híbrido disponibiliza já consegue suprir as suas necessidades.
 

Criar um aplicativo nativo também trará algumas vantagens. Veja quais são as principais:

 

  • Maior performance quando a aplicação necessita de uma demanda maior;
  • App que responde mais rápido as ações do usuário;
  • Não precisa acessar servidores na web para abrir suas funcionalidades;
  • Acesso completo aos recursos de hardware do dispositivo (câmera, microfone, configurações de sistema, entre outros);
  • Personalizações avançadas

 

Como é criado um aplicativo híbrido?

 
A forma híbrida de desenvolvimento de apps foi criada justamente para facilitar o desenvolvimento e ganhar velocidade. Você consegue produzir tudo com uma linguagem mais ágil para funcionar nas diversas plataformas.

Hoje existem diversos frameworks que permitem trabalhar com o desenvolvimento de apps híbridos. Aqui vamos falar dos principais:
 

IONIC

 
O IONIC é uma das opções mais usadas por desenvolvedores na criação de apps híbridos. Ele permite que as aplicações fiquem com um visual bem semelhante aos apps nativos.

Sua principal vantagem é a simplificação, o que ajuda a ter um resultado final muito mais agradável sem demandar tanto trabalho dos desenvolvedores. O ambiente de criação também é bastante rico em recursos.

Com o IONIC, é possível fazer aplicativos que já funcionam em poucas horas. Para isso, são usados principalmente dois componentes:

  • Cordova: responsável pela parte de integração com alguns recursos nativos do aparelho;
  • Angular JS: responsável pela parte ligada à Web.

 

React Native

 
Essa ferramenta é voltada para o desenvolvimento ágil, e possui uma particularidade importante. No React Native, você utiliza apenas Javascript para desenvolver aplicações mobile tanto para Android como para iOS, que no fim funcionam de maneira semelhante aos apps nativos.

É possível por exemplo, desenvolver um aplicativo com React Native, lançar seu produto mais rapidamente no mercado, com um investimento mais acessível, colher feedbacks de clientes e depois contratar desenvolvedores nativos para fazer melhorias mais personalizadas e avançadas no app.

Pois é, você não entendeu errado. Com o React Native você consegue obter como resultado final sua versão nativa da aplicação tanto para um sistema quanto para o outro, mesmo fazendo o desenvolvimento todo em Javascript (linguagem não nativa).

Essa é uma das formas mais práticas de criar uma adaptação para as diversas plataformas. Mas você pode se perguntar: já que o React Native permite criar esses aplicativos para ambas as plataformas, por que existe o desenvolvimento de apps nativos?

A questão é que o React Native ainda não está tão difundido como outros frameworks mais usados. A comunidade de desenvolvedores ainda não está tão envolvida com o seu uso, e por ser algo ainda muito novo, é preciso desenvolvê-lo mais. As muitas mudanças podem causar o entrave na criação de algumas aplicações.
 

Cenários para desenvolver um aplicativo híbrido

 
O cenário ideal para trabalhar com aplicativos híbridos é aquele onde não existe a necessidade de aplicações mais robustas, que demandem tanto poder de processamento. Para uma aplicação mais enxuta, que se propõe a ter soluções ágeis, o app híbrido se encaixa melhor.

Mas em contrapartida, para alguma demanda mais elevada, de necessidade gráfica mais alta, o aplicativo híbrido pode não ser tão rápido quanto um aplicativo nativo. Quando é necessário ter esse grande nível de performance, o modelo híbrido não vai ter tanta fluidez quanto uma aplicação nativa.
 

Exemplo de aplicativo híbrido

 
Para uma empresa que está buscando a criação de um app para seu programa de fidelidade, o app híbrido pode cumprir esse papel. Nesse caso, o usuário precisa ter acesso á informações de cadastro, pontos acumulados, prêmios disponíveis para compra e até seu histórico.

Como se trata de uma aplicação focada em gerar e apresentar dados mais básicos, uma aplicação híbrida resolve muito bem essa demanda.

Exemplos de apps Híbridos: Instagram, Twitter, Evernote, Yelp e etc…
 

Como é criado um aplicativo nativo?

 
No caso dos aplicativos nativos, é preciso fazer o seu desenvolvimento na linguagem padrão de cada plataforma que queira disponibilizá-lo. Como estamos focando nas mais utilizadas, Android e iOS, temos então a necessidade de duas equipes paralelas trabalhando para que consigam o mesmo resultado final.

A linguagens utilizadas, no caso do iOS, podem ser tanto a Swift como a Objective-C, e para o Android a linguagem usada será Java.

O uso dessas linguagens nativas fazem com que falhas de segurança sejam menos frequentes, tornando o aplicativo até certo ponto mais confiável. Grandes corporações, que podem dispor de um grande investimento, optam por esse modelo de desenvolvimento.
 

Cenários para desenvolver um aplicativo nativo

 
Já deu para entender as principais características do desenvolvimento de um aplicativo nativo. Mas qual o melhor cenário para utilizá-los? Em que situação faz mais sentido desenvolver um app nativo do que um híbrido?

Uma característica da sua aplicação poderá resumir bem quando é necessário desenvolver um aplicativo nativo: alta performance.

Essa afirmação é no sentido de aplicações que demandam dos aparelhos um alto índice de processamento para poder rodar bem a aplicação. Com um exemplo essa visão vai ficar mais clara para você:
 

Exemplo de aplicativo nativo

 
Uma empresa pretende desenvolver um aplicativo que faça edição de imagens e vídeos, como uma espécie de união de funcionalidades que temos nos já conhecidos Photoshop e Adobe Premiere.

Para que essa aplicação possa funcionar com um bom tempo de resposta, já que demanda uma alta performance do aparelho, inclusive da parte gráfica, o ideal é fazer o seu desenvolvimento em ambiente nativo. Com um aplicativo híbrido, o nível de performance poderia não ser o mesmo.
 

Preciso criar o meu app agora! Qual modelo de desenvolvimento escolho?

 
Agora que já vimos as principais vantagens de cada um, precisamos te dizer que não existe um modelo que seja assumidamente melhor que o outro. A verdade é que um app precisa representar na prática uma vantagem competitiva para o seu negócio, e cabe analisar qual modelo se encaixa melhor no seu padrão.

Analise bem as opções para fazer essa escolha de acordo com o seu foco, pensando no resultado que ele trará ao cliente que usa sua aplicação móvel.

Se você precisa ser rápido, tem que atuar nas múltiplas plataformas, não pode investir tanto para o desenvolvimento, então um aplicativo híbrido é uma ótima opção. Mas se a ideia é desenvolver um aplicativo mais ágil pensando no usuário, que permita ter mais funcionalidades, o aplicativo nativo sai na frente.

A Colmeia Tec acredita que o seu negócio precisa de tecnologias personalizadas para inovar e crescer. Por isso trabalhamos com soluções enxutas focadas em resultados. Se estiver precisando bater um papo e tirar dúvidas mais específicas sobre o que fazer com seu app, vem falar com a gente!

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